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Fórmula 1 e o conteúdo audiovisual: como a Liberty Media transformou o esporte em espetáculo global
Entenda como a Liberty Mídia, empresa americana de entretenimento e esporte fundada por John C. Malone, transformou a Fórmula 01 em um produto midiático
· Por Isabela Gil e Giovanna Conti

A Fórmula 1 é, há décadas, o auge do automobilismo mundial. Um espaço onde tecnologia, engenharia de ponta e talento humano se encontram em velocidade máxima. Quando a Liberty Media — empresa americana de mídia, entretenimento e esporte fundada por John C. Malone — assumiu o comando do campeonato em 2017, percebeu que, para sustentar o crescimento global, seria necessário ir além da pista: transformar a F1 em um produto midiático, capaz de gerar emoção, proximidade e identificação. A aposta se mostrou certeira. Hoje, o resultado é um caso de sucesso da junção do marketing e audiovisual aplicado ao esporte, acompanhado por uma audiência global que cresce ano após ano.
A produção de conteúdo audiovisual como motor de crescimento
O documentário Drive to Survive, lançado pela Netflix em 2019 foi um dos pontos principais, com cerca de 7 milhões de espectadores globais até hoje e impacto direto no aumento de audiência da F1 em mercados estratégicos.
“O documentário trouxe uma nova visão do esporte, trazendo ao público uma visão humanitária desse esporte altamente técnico.”
De acordo com pesquisas levantadas pela Nielsen em 2023, 77% dos novos fãs da F1 passaram a acompanhar a categoria depois de assistirem a série. Ou seja: o conteúdo audiovisual não apenas reforçou a base existente, mas expandiu para novas gerações, criando novos fãs que antes não tinham contato com corridas. Tal acontecimento se baseia em uma mudança estrutural no consumo de mídia:
- O vídeo online já representa 82% de todo o tráfego da internet (Cisco, 2024).
- As plataformas de short-video (TikTok, Reels, Shorts) são hoje os principais motores de descoberta de conteúdo esportivo.
- O público jovem prefere narrativas de bastidores e histórias pessoais a resumos técnicos de corrida.
Em outras palavras, o audiovisual tornou-se a maior força do marketing esportivo contemporâneo.
O papel estratégico das produtoras de conteúdo audiovisual
Antes, a comunicação da Fórmula 1 se restringia às transmissões televisivas. Hoje, o desafio é multiplataforma. A cobertura não se limita apenas às corridas: ela se expande para os bastidores no Instagram, os clipes virais no TikTok, as entrevistas aprofundadas no YouTube e até ativações ao vivo para marcas e patrocinadores. Nesse cenário, as produtoras especializadas em audiovisual se tornaram um dos principais elos entre o esporte e o público. Sua função é traduzir a complexidade técnica da categoria em emoção, estética e narrativa, facilitando a conexão dos fãs com o universo da F1.
“Sem esse trabalho, equipes, marcas e atletas não conseguiriam manter relevância na velocidade que as redes sociais exigem. É nesse ponto que as Boutiques de Marketing, como a própria Essence, ganham força: com agilidade, criatividade e personalização, elas são capazes de alinhar exclusividade com acessibilidade digital, especialmente em setores de luxo como a Fórmula 1.”
F1 como lifestyle: esporte, moda e cultura pop
A transformação da categoria também se deu pela associação com outros universos. Hoje, a F1 não é apenas automobilismo: é entretenimento, moda e lifestyle. Corridas como a de Miami e Las Vegas são acompanhadas por shows, festas e ativações de marcas de luxo. Grandes maisons de moda, como Dior, Louis Vuitton e Tommy Hilfiger, têm investido em pilotos e equipes como embaixadores, atraindo cada vez mais o público feminino. A experiência vai além do pódio: o público consome a estética da F1, não apenas os resultados.
Giovanna Conti: da pista aos bastidores digitais
Dentro dessa revolução, surge uma nova geração de profissionais que unem jornalismo, marketing e produção de conteúdo para dar voz ao automobilismo. Um nome que representa essa transição é a jovem brasileira Giovanna Conti (24), jornalista e especialista em marketing esportivo que construiu uma trajetória sólida dentro e fora das pistas.
Entre os principais destaques da sua carreira:
- Assessoria e produção de conteúdo para Enzo e Pietro Fittipaldi em etapas de F2 e F1, incluindo Monza, Mônaco, São Paulo e Abu Dhabi.
- Presença em boxes de equipes de ponta da F1, como Mercedes, Haas e Alpine, acompanhando ativações de patrocinadores e vivências de bastidores.
- Convite da IWC (marca suíça de relógios de luxo) para experiências exclusivas nos GPs de Miami e São Paulo, participando de ações ao lado de Lewis Hamilton e integrantes da equipe Mercedes.
- Colunista de F1 no Glamurama, onde produziu matérias, entrevistas e análises, incluindo uma série especial com a jornalista Mariana Becker.
- Experiência na F4 Brasileira, como assessora e produtora de mídias sociais da piloto Rafaela Ferreira.
- Atuação no WEC (World Endurance Championship), como assessora digital de Nicolas Costa (United McLaren), com cobertura direta dos boxes em Interlagos.
O diferencial da Giovanna é a capacidade de integrar comunicação, marketing e audiovisual em um esporte cada vez mais midiatizado. Sua atuação exemplifica como a F1 e categorias de base dependem hoje de profissionais que dominem storytelling multiplataforma. Giovanna se destaca não apenas pela experiência diversificada e internacional, mas também por ser uma das mais novas e significativas mulheres atuantes no jornalismo do automobilismo, construindo uma carreira impressionante para a sua idade e abrindo caminho para uma nova geração de profissionais no setor.



Conclusão: o acerto na produção de conteúdo audiovisual na F1
A Fórmula 1 é o perfeito exemplo de como a produção de conteúdo audiovisual, o marketing e as devidas estratégias digitais podem transformar um esporte em fenômeno cultural. O que antes era um nicho de apaixonados, hoje é um espetáculo global que atrai milhões de novos fãs a cada temporada, ampliando o interesse e envolvimento ativo do público feminino.
Para manter esse crescimento, o papel das produtoras de conteúdo e de profissionais especializados será cada vez mais central. Afinal, em um mundo dominado por imagens e vídeos, vencer na pista já não é suficiente: é preciso também vencer na narrativa.
Profissionais como Giovanna Conti mostram que o futuro do automobilismo não está apenas nas mãos dos pilotos, mas também daqueles que sabem contar histórias capazes de emocionar, engajar e conectar gerações.
Fontes:
Nielsen Sports Fan Insights (2022/23); Formula 1 Media Report – Liberty Media (2023); Cisco Annual Internet
Report (2024); Netflix/Drive to Survive (The Guardian, 2023); Forbes & SportsPro Media (2023).